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A volta do Querenismo

Os ensinamentos que a história nos proporciona, nem sempre são aproveitados pela população.

        Nas décadas de 40 e 50 vivíamos uma situação semelhante a atual. De um lado, um conjunto de brasileiros que acreditavam que o País precisava se desenvolver economicamente sem abrir mão de sua soberania, e de outro lado, forças internacionais, que estrategicamente permitiam a liberdade política dos países, mas mantinham suas economias sob tutela.

 

De outro lado existiam aqueles que defendiam a economia do País sob uma ótica de completa liberação econômica, utilizando o argumento que este era o único caminho para o desenvolvimento, mesmo que isto significasse perda de soberania.

 

Sob este entendimento, estava a terrível opção que era colocada ao Povo Brasileiro, ou aceitava as regras internacionais, esquecendo-se do dispensável conceito de soberania ou sucumbia. Era a típica Escolha de Sofia, aquela judia que teve que escolher um de seus filhos para entrega-lo aos nazistas para salvar o outro.

 

Resistente a essas idéias, o Povo Brasileiro organizou-se em torno do movimento chamado Queremismo, que via na figura de Getúlio Vargas o fiel depositário de suas esperanças. Não entregaríamos nenhum de nossos filhos, o desenvolvimento e a soberania, criaríamos os dois, defendia ele.

               

O Queremismo de 45 ressurgiu nas eleições presidenciais de 1951.

 

Inebriado pelo Canto da Sereia, o Brigadeiro Eduardo Gomes, homem bem intencionado e honesto, como é tradição da Força Aérea Brasileira, equivocou-se na sua visão sobre a política nacional, e representou a UDN (União Democrática Nacional) no novo combate contra Getúlio. Foi derrotado, sendo o restante da história conhecido de todos nós.

Um homem tem todo o direito de equivocar-se, porém, na reflexão eterna que se encontra hoje, o Brigadeiro, sem dúvida, teria uma abordagem econômica diferente, ou seja, não persistiria no erro. Tanto é verdade, que após a derrota a UDN mudou de posição e passou a defender o monopólio estatal apoiando a criação da Petrobrás, fato que gerou um convite de Vargas para que o Brigadeiro assumisse o Ministério da Aeronáutica, convite que foi recusado.

 

Passaram–se os anos e vemos hoje a nova UDN, fortalecida e mais numerosa, e surpreendentemente no poder, pelo mesmo caminho da liberdade política com economia controlada de fora.

 

O Brigadeiro deve estar incomodado, pois ao que se sabe, não é permitido a militares usarem barba.

        

Nem o Brigadeiro concebeu que algum dia se pensaria na possibilidade de conceder autonomia ao Banco Central do Brasil. Tese que vem sendo paulatinamente inoculada na opinião pública brasileira.

 

Aliás, paulatinamente é um termo que estabelece semelhanças com um sobrenome freqüentemente destacado na mídia econômica – política atual. O Paulatino desenvolve as mesmas técnicas usadas por Carlos Lacerda que defendia a UDN de sua época.

 

Por essas e outras e que o Brasil precisa de um Novo Queremismo, que queira a volta do patriotismo, de desenvolvimento e da manutenção da soberania. É possível, o Brasil é imenso e forte, e encontrará seu futuro, mesmo contra a UDN da atualidade.

 

 

FRANCISCO BRAGANÇA

Engenheiro Doutor e Professor Universitário

Nº RG 1017179191-RS

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