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Manifesto

“Nós somos a meia-estação entre o

socialismo e o capitalismo”

 

Getulio Vargas

 

 

Manifesto

 

Nos últimos meses, o nosso Partido Democrático Trabalhista foi alvo, externa e internamente, de nefastas ações e reiterados ataques. É visível o objetivo de desestabilizar o nosso popular e democrático partido trabalhista. Adversários do trabalhismo histórico de Getulio Vargas, Alberto Pasqualini, João Goulart, Leonel Brizola, Alceu Collares e outros, em alto e bom som cantam vitória. Falam, nas suas arrogâncias, vaidades e ganâncias, que o nosso Partido Democrático Trabalhista exauriu-se do trabalhismo. Chegam ao cúmulo de afirmarem, nas suas alucinações totalitárias, que não existem mais trabalhistas nas nossas fileiras. Como não bastassem, além da boataria falaciosa, investem em tentativas de aliciamentos a nossa valorosa e extraordinária militância.

 

Entretanto, esqueceram que o nosso Partido Democrático Trabalhista é formado por homens e mulheres livres e de bons costumes, cujos ideais e ações são impregnados pela ética, pela honradez e pelo magnificente sentimento de democracia.

 

É público e notório, que o nosso Partido Democrático Trabalhista tem seus fundamentos na consciência democrática nacional e nas grandes lutas históricas do trabalhismo brasileiro. Que afirma que partidos e povo organizados constituem as duas condições necessárias para a construção de uma sociedade democrática. Que se inspira, entre outros, na Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas, no conteúdo da Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas e na Carta de Lisboa. Que defende a democracia, porque a reconhece como condição da sua própria existência, porque a coloca como o mais alto valor e porque a considera o ambiente natural em que podem prosperar os ideais trabalhistas. Que no seu próprio nome estão expressos os nossos compromissos básicos e essenciais, democracia e trabalhismo.

 

Este é o nosso Partido Democrático Trabalhista. Que propõe, de acordo com o seu programa, seus princípios e seus manifestos, um projeto alternativo para o Brasil, sem radicalismos, resultado de uma longa experiência histórica da classe trabalhadora e da análise dos acertos e dos erros cometidos no passado. Que busca por uma sociedade realmente livre, democrática e consciente de seus direitos, deveres e responsabilidades. Que se oferece a sociedade brasileira como um partido de massas, democrático, moderno, com intensa vida partidária, com uma militância ativa, permanente, ética, solidária e fraterna.

 

Por tudo isto, e muito mais, reunidos em 31 de outubro de 2000, os signatários, todos filiados ao nosso PDT, irresignados com os acontecimentos e atentos ao momento atual do nosso Partido;

 

– Considerando que a democracia é nossa companheira inseparável, e nela buscamos a força para o exercício da cidadania;

 

– Considerando todos os direitos inerentes ao nosso Partido, entre eles, o direito de participar das discussões, das decisões e das suas atividades organizacionais e políticas;

 

– Considerando os fatos ocorridos desde as prévias para a escolha do nosso candidato Dr. Alceu de Deus Collares à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, culminando com a iniciativa do Partido dos Trabalhadores de criação de um núcleo trabalhista;

 

– Considerando que não admitimos que políticos de outros partidos estabeleçam autenticidade ou não de companheiros nossos;

 

– Considerando ser necessário preservar a mais bela herança política do Brasil que vem da prática de Getúlio Vargas e da teoria de Alberto Pasqualini;

 

– Considerando a fidelidade partidária como conceito ético, moral e legal e base dos partidos políticos;

 

– Considerando que defendemos um trabalhismo evolucionário e não o socialismo revolucionário, um trabalhismo onde os trabalhadores, produtores e empresários possam desenvolver suas atividades em cooperação, dignidade e solidariedade;

 

– Considerando que defendemos um Estado forte para manter a ordem e promover o progresso como diz nossa Bandeira;

 

– Considerando que entendemos as corporações como associações espontâneas e naturais que defendem os interesses de seus componentes e a busca da ascensão social dos mesmos, objetivos estes sempre subordinados aos interesses maiores da Nação;

 

– Considerando que aqueles ex-filiados que se afastaram do nosso Partido, não fazem parte mais dos nossos quadros e, portanto sobre eles nada cabe declarar, apenas que desejamos que busquem outras formas de participação, posto que, a verdadeira chama do trabalhismo não os ilumina mais;

 

– Considerando o nosso sentimento de solidariedade ao nosso líder estadual Dr. Alceu de Deus Collares e nosso respeito ao nosso líder nacional Dr. Leonel Brizola;

 

Decidiram criar o Movimento Autenticidade Trabalhista, movimento de posicionamento ideológico, resistência, competência e eficácia organizacional e política, que visa estabelecer uma nova relação entre as instâncias diretivas do nosso PDT e seus filiados, através dos seguintes pressupostos:

 

1 – Que o nosso PDT tenha, de forma clara, posições ideológicas e métodos compatíveis para o desenvolvimento de ações práticas e articuladas;

 

2 – Que as ações normais de sobrevivência eleitoral de companheiros com mandato, não ultrapassem limites que prejudique o nosso Partido como um todo;

3 – Que o nosso Partido elabore urgentemente um cadastro eletrônico atualizado e de domínio de todos os filiados;

 

4 – Que a representatividade dos dirigentes partidários seja permanentemente legitimada pela consulta aos filiados;

 

5 – Que a definição de candidatos através de consulta aos filiados (prévias), os debates entre os postulantes e as ações em busca de apoios não ultrapassem os limites do nosso Partido;

 

6 – Que a Comissão de Ética do nosso PDT seja formada por companheiros de visão estratégica-partidária e acima de tudo legal;

 

7 – Que o Instituto Alberto Pasqualini seja um formador de lideranças partidárias;

 

8 – Que seja montado um plano de marketing para o nosso PDT, de forma profissional;

 

9 – Que os órgãos de ponta do nosso Partido sejam ouvidos em todas as instâncias;

 

10 – Que seja estabelecida pela direção do nosso Partido, uma estratégia de relacionamento com os meios de comunicação;

 

11 – Que na montagem de composição para a formação das instâncias diretivas do nosso PDT, não exista a formação de grupos com interesses meramente eleitoreiros que prejudicam as estratégias do Partido;

 

12 - Que eventuais divergências entre companheiros detentores de mandato sejam resolvidos no âmbito partidário;

 

           Que enfim, tenhamos um PDT que seja efetivamente de todos os filiados, e não de grupos sectários.

 

 

Porto Alegre, 31 de outubro de 2000.

 

 

ADÃO ELISEU DE CARVALHO

CARLOS ALBERTO PETERSEN

CLÁUDIO ROBERTO DA SILVA

FRANCISCO CARLOS BRAGANÇA DE SOUZA

MIGUEL ANGELO PRIETTO DOS SANTOS

ORION HERTER CABRAL

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