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O Trabalhismo

Cel. Adão Eliseu de Carvalho (Coronel PM)

 

O conceito do trabalhismo brasileiro, como força política, já consolidado pelas realizações e pela história, não reside apenas na intenção de organizar um partido. É um ideal e fé na possibilidade da criação de um ideário que, no conjunto, pode ser denominado de capitalismo solidário, pela proposta de soluções aos problemas sócio-econômicos do País.

 

No Brasil, surgiu numa época muito conturbada e de muitas mudanças, constituindo-se numa opção cujas conseqüências são constatadas atualmente. O cenário mundial sofria as conseqüências de uma guerra mundial, da Revolução Russa e do aparecimento do fascismo e nazismo. Em oposição à liberdade, na esquerda estavam os jacobinos e, na direita, os stalinistas, em suma, os totalitários.

 

As idéias oriundas daqueles acontecimentos, assimiladas pela intelectualidade brasileira, influenciaram os movimentos artísticos e culturais, transportando aquele clima para o Brasil. Afrânio Coutinho afirma que a Revolução do Forte de Copacabana e a fundação do Partido Comunista foram dois importantes fatos históricos. Logo a seguir, a Semana da Arte Moderna demonstrou a medida da inquietação nacional, culminando com a Revolução de 30.

 

As forças coletivas que provocaram o movimento revolucionário do Modernismo na Literatura Brasileira, que se iniciou com a Semana da Arte Moderna de 1992, em São Paulo, foram às mesmas que precipitaram no campo social e político a Revolução de 30.

 

O Brasil estava pronto para grandes mudanças, só faltava o líder, o que aconteceu com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder. Consolidada a Revolução de 30, o estadista rio-grandense reconheceu a influência da revolução cultural de 1922, em São Paulo, que em muito se ligava aos futuros acontecimentos no Brasil.

 

Na época, o Brasil caminhava para o desenvolvimento. A Petrobrás e outros empreendimentos, implementados por Getulio, levaram o País à industrialização. Em decorrência, inegável foi o crescimento brasileiro, a partir da Era Vargas. Tanto assim, que a História do Brasil passou a ser dividida em duas épocas: antes e depois de Getulio Vargas.

 

Nenhum partido político brasileiro conta com uma história tão valiosa e rica como o trabalhismo de Vargas e Pasqualini, cujo interesse sempre esteve harmonizado com as necessidades e aspirações do nosso povo.

 

O socialismo é um meio de eliminar certos elementos de usura social como, por exemplo, intermediação ou a exploração privada dos meios de produção, distribuição e troca. Afirmava Alberto Pasqualini que a economia socialista é apenas uma técnica, não um fim. Assim também é o neoliberalismo, por encampar a voracidade individualista dos mais ricos em detrimento dos mais pobres. O novo liberalismo é um dos principais componentes da globalização em curso, que, para Bobbio, não estreita desigualdades, amplia-as.

 

Por isso, é necessário que se afirme o trabalhismo, cujos fundamentos são ensinados pelo seu ideólogo Alberto Pasqualini:

 

  • O trabalho é a fonte principal e originária de todos os bens produzidos. A função destes é a satisfação de necessidades.  O valor dos bens reside, portanto, na sua utilidade e no trabalho que concorre para produzi-los;

 

  • A coletividade humana é um sistema de cooperação. A cooperação se realiza pelo trabalho. Para que a cooperação de cada membro da coletividade se torne efetiva, é necessário que se traduza por uma atividade socialmente útil, isto é, que traga benefícios não apenas a quem exerce, mas também aos demais membros da coletividade e contribua, por esta forma, para o aumento do bem-estar geral;

 

  • A forma de cooperação é um intercâmbio de trabalho. Quem de útil nada produz, nada tem para permutar;

 

  • O poder aquisitivo deve ser a contrapartida do trabalho socialmente útil. Esse trabalho é o único e verdadeiro lastro da moeda. A posse do poder aquisitivo, que não deriva dessa forma de trabalho, representa uma apropriação injusta do trabalho alheio e se caracteriza como usura social;
  • O objetivo fundamental do trabalhismo deve ser a eliminação crescente da usura social e alcançar uma tal organização da sociedade, onde todos possam realizar um trabalho socialmente útil, de acordo com as suas tendências e aptidões, devendo a remuneração desse trabalho, ter a garantia de um mínimo, dentro dos padrões de nossa civilização, para as formas de trabalho menos qualificado.

 

O Trabalhismo Brasileiro encerra, portanto, as soluções definitivas dos problemas nacionais.

 

Bibliografia:  - Jornais da época.

                   - Mensagem ao Povo Gaúcho do Candidato ao Governo do Estado em 1954 Alberto Pasqualini.

                               - A Literatura no Brasil de Afrânio Coutinho.

                    - Qual Socialismo?  De Norberto Bobbio

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