Diretório Estadual do Rio Grande do Sul

Miguelina homenagem ao Jango 1200x630
Osvaldo Maneschy e Apio Gomes 
05/04/2019

A vice-presidente nacional do PDT Miguelina Vecchio, principal liderança do movimento “Ação da Mulher Trabalhista”, se define como “trabalhista desde sempre”. Com razão. É filha do líder sindical José Vecchio, varguista histórico fundador do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); o militante que filiou e abonou a ficha do jovem Leonel de Moura Brizola quando este, ainda estudante, optou pelo Trabalhismo.

“E todo trabalhista conhece João Goulart”, afirma Miguelina que, embora não tenha vivido a campanha da Legalidade, “na época era uma criança”, carrega com ela bem viva a memória do movimento contada por seus pais e, por isto, considera a Legalidade “o maior ato de resgate de cidadania já empreendido pelos gaúchos e pelo povo brasileiro”.

Miguelina garante que ela e o irmão sempre encararam o mundo pela ótica dos dominados, herança do pai; e, por isto, sabem que “todas as reformas pregadas por Jango eram voltadas para o bem comum; voltada para os trabalhadores”. Sabem, também, que os vencedores de 64 quiseram vincular o presidente João Goulart aos comunistas, o que ele nunca foi, e que conseguiram com que as pessoas desinformadas acreditassem nisso.

“Se dar, aos trabalhadores, acesso ao bem comum que todos tem direito é ser comunista, todos são comunistas”, destacou. “Se o bem comum é dar acesso ao trabalhador o que tem direito, todos são comunistas. “Jango não era comunista, mas as suas escolhas foram muito boas e por isto foi tão rechaçado; incomodou a elite por conta de sua preocupação de dar aos brasileiros pobres acesso à terra, acesso a bens que todos tem direito”.

Miguelina falou também sobre a questão da mulher antes e depois do golpe de 64, marcando bem as diferenças das mulheres que obedeciam cegamente aos maridos e, por isto, tiveram papel destacado nas manifestações de rua de 64 que antecederam o golpe contra o governo democrático de Jango; – e as mulheres de esquerda que, nos tempos de prisões e exílio que seguiram o golpe militar, lutaram pela vida e dignidade de seus maridos.

“As mulheres que construíram os grupos em defesa do golpe construíram também o tamanho da resistência a ele. No pós-golpe, que chamaram de revolução, as mulheres começaram a pensar com a própria cabeça; e muitas pagaram caríssimo por isto”, assinalou Miguelina, destacando que muitas morreram “tentando trazer seus maridos de volta”.

Confira a entrevista completa abaixo:

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