Diretório Estadual do Rio Grande do Sul

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Osvaldo Maneschy e Apio Gomes 
29/03/2019

Na opinião do ex-deputado estadual gaúcho Porfírio Peixoto, presidente da Fundação Caminhos da Soberania – dedicada à preservação da memória de grandes brasileiros –, o Brasil tem uma grande dívida com o presidente João Goulart. E pretende resgatar parte desta dívida, no próximo dia 6 de dezembro, dia do falecimento de Jango, com a inauguração de uma estátua para homenagear a memória do único Presidente brasileiro que morreu no exílio.

A fundação que dirige foi responsável pela campanha que resultou na inauguração, ao lado do Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre, de uma estátua de corpo inteiro do ex-governador gaúcho Leonel Brizola, comandante da Campanha da Legalidade de 1961, que garantiu, com o povo gaúcho – homens e mulheres – em armas, a posse de João Goulart, quando da renúncia do presidente Jânio Quadros e o veto, pelos ministros militares.

Porfírio Peixoto conheceu Jango quando criança, na casa de seu pai, correligionário do então deputado João Goulart. Segundo Porfírio, já naquela época, Jango desfrutava de grande expressão política e apoio do presidente Getúlio Vargas, “tanto que, logo depois de eleito, tornou-se ministro do Trabalho; e, em seguida, vice-presidente da República – no tempo em que os vices eram eleitos, independentemente do presidente”.

“Em duas oportunidades, o doutor João Goulart foi eleito pelo povo. E não tenho dúvidas de sua grande contribuição para o Brasil, como o fato de dobrar o salário mínimo, contrariando a elite, em um ato de grande coragem”. Graças a este aumento, “a indústria ampliou a sua produção; e a riqueza nacional passou a ser melhor distribuída”. A ascensão política de Jango, segundo Porfírio, foi escolha pessoal do presidente Vargas, amigo do pai de Jango, que identificou nele “pessoa com liderança; pessoa capaz de levar adiante a independência do Brasil”.

Nesta entrevista, Porfírio Peixoto diz que o Brasil se divide em dois: antes e depois de Getúlio Vargas; porque Getúlio representou uma ruptura com o que definiu como “República dos coronéis”, a República velha. E que Jango, para Vargas, era a continuidade do seu legado.

Confira a entrevista completa abaixo:

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