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O futuro foi lançado. A ordem de Brasília é uma só: liquidar o que resta de nossos ativos, vendendo ou federalizando nosso patrimônio.

Desse modo, atendem aos ditames do capital. As aves de rapina sobrevoam o solo dos gaúchos e aquilo que construímos no passado será entregue aos bons e pomposos negócios da (com a) China.

Na linha de tiro, estão as empresas do setor energético, bem como o Banrisul e a Corsan. O tema de casa, em parte, já foi concluído: liquidaram a inteligência do Rio Grande, extinguindo nossas fundações.

No entanto, esquecem de publicar que nossos ativos serão ofertados a interesses obscuros, por meio de financiamento com o BNDES. A transação não é nova, já passou em nossas telas.

Querem jogar na lata de lixo as possibilidades de investimento e crescimento para desenvolver nosso chão. Aqueles que se acomodaram no Piratini estão alinhados a práticas dos poderosos de Brasília.

De tempo em tempo, surge, em nosso Estado, uma figura que se assemelha à velha expressão gaúcha: "O cavalo do comissário" - aquele que nunca perde uma corrida porque seu dono é muito poderoso. Desta vez, a ordem é liquidar o Rio Grande, vendendo ou quebrando nossas empresas.

Estamos assistindo, em solo rio-grandense, ao que denominamos de "gestão temerária": uma forma não republicana de gerir o patrimônio dos gaúchos. Desvalorizam-no diante da população e instauram o caos. Caos este - diga-se de passagem - não identificado pelo capital internacional, uma vez que o mesmo enxerga, em nossas empresas, potencial lucrativo. Porém, Temer, Sartori e seus aliados, não.

A gestão temerária vai corroer a administração interna de nossas estatais. Ao invés de refazer, desfaz receitas. Vai encaminhar despesas sem qualquer parcimônia ou cobertura suficiente para, então, apresentar resultado deficitário. A gestão temerária vai possibilitar, ao "cavalo do comissário", o poderoso discurso de que nossas empresas estão falidas e que, portanto, devem ser vendidas.

Acredite para ver.

Deputada estadual (PDT) Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.