Com a sala da presidência da Assembleia lotada por servidores da Sulgás e também da CEEE, foi reinstalada, no começo da tarde desta terça-feira (28), a Frente Parlamentar pela Manutenção e Fortalecimento da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). A deputada Juliana Brizola (PDT), que presidirá a Frente, frisou que era preciso “reiniciar esta luta, que não é minha, mas de um grupo representativo da sociedade gaúcha, que não aceita a entrega do patrimônio rio-grandense”.

Disse que, assim como nos casos da CEEE e CRM, “precisávamos implementar uma frente em defesa da Sulgás”. Ao ler as inscrições em camiseta de um dos servidores presentes - “R$ 100 milhões de lucro anual não é o suficiente? Diga não à venda da Sulgás” -, a deputada trabalhista observou que “buscamos entender, na verdade, o real objetivo do governo do Estado, quando quer entregar um setor tão essencial como o energético”.

Segundo ela, a lógica posta não convence. “Qualquer país que lute por sus soberania, pelo fortalecimento do Estado-nação, não abre mão de setores tão estratégicos como a energia”, advertiu, acrescentando que a venda da Sulgás e outras companhias não resolverá o problema de caixa. No final do ano, lembrou, a gestão Sartori abriu mão de outro patrimônio: o conhecimento, citando a extinção de fundações.

“Creio que, como eu, não está claro para muitos gaúchos onde a administração do RS quer chegar. Age por ignorância? Por qual interesse?”, questionou, sublinhando a importância da mobilização. “É a única coisa que pode barrar tudo o que está posto. Porque das pessoas, da população, eles (o governo) têm medo. Se projetos, como as PECs, não voltaram ao plenário é porque o governo não tem os votos. E isso se deve à luta de vocês. Estávamos juntos na praça ao final do ano passado e, ao longo dos meus oito anos de mandato, nunca vi nada tão impactante”, contou.

Por fim, frisou a importância da frente em recomeçar, ainda com mais força, a luta de manutenção de patrimônio dos rio-grandenses. “Por certo, se este governo tivesse anunciado, na campanha eleitoral, se faria o que está fazendo, não teria sido eleito”, completou. Presentes, a deputada Miriam Marroni (PT) e Pedro Ruas (PSOL), e representações sindicais.