JUL Juliana com presidente PDT São Francisco de Assis

A deputada Juliana Brizola, em roteiro no interior do Estado, visitou a cidade de São Francisco de Assis, no último sábado (15). Recebida no trevo de entrada do município pelos moradores e lideranças partidárias da região, a parlamentar realizou visitas de muita importância para o local.

Na comunidade do Toroquá, primeiro sítio de colonização italiana em São Francisco de Assis, Juliana, emocionada, visitou a Brizoleta João Octávio Nogueira Leiria, implementada por seu avô Leonel Brizola. Apesar do tempo e das posteriores administrações do Rio Grande do Sul, a escola ainda resiste e oferece aulas de ensino fundamental e médio aos alunos da cidade. No entanto, necessita, urgentemente, de reformas. Na oportunidade, o prefeito Paulinho Salbego (PDT) solicitou a colocação de uma linha trifásica na comunidade.

JUL Brizoleta

Além disso, esteve na Escola Assis Brasil, no centro da cidade, e participou do dia da cidadania, que ofertou diversos serviços à população. Por fim, a deputada esteve na Câmara de Vereadores, onde descerrou a placa da sala da bancada do PDT, que leva o nome de Leonel Brizola.

 

“É uma honra para mim poder conhecer e fazer parte da história de São Francisco de Assis, uma cidade muito querida por mim e por meu avô. Saibam que São Chico tem, em mim, uma representação muito forte na Assembleia Legislativa do RS”, declarou Juliana Brizola.

 

 JUL Escola

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A deputada Juliana Brizola (PDT) defendeu, na última quarta-feira (5), o fortalecimento da estrutura estatal e criticou com severidade o enxugamento promovido pelo governo com a alegação do equilíbrio financeiro mas que, na prática, está punindo apenas “a inteligência do Estado, os seus servidores”. A manifestação ocorreu durante o período do seu Grande Expediente na Assembleia Legislativa. “Por todos os tempos, governantes de diversas correntes políticas, quando não criaram, se aproximaram e valorizaram a inteligência estatal”, afirmou a deputada Juliana Brizola, para quem a negação dessa premissa recusa também os feitos administrativos de outros governos e de líderes, cujas ações não foram no sentido de destruir o Estado. Destacou seu avô, Leonel Brizola, que fez uma gestão “em favor do Estado indutor” para afirmar que o governador José Ivo Sartori “rasga o passado de seu próprio partido, o PMDB” ao desprezar a inteligência do Estado, responsável pela estrutura da máquina pública e regrada pelo ingresso regular através de concurso público, “o servidor é o próprio Estado”, definiu.

Sartori fragiliza servidores

“O servidor sem direitos garantidos, sem justeza salarial e sem qualificação é sinônimo de Estado fraco e inoperante”, afirmou Juliana, mostrando que esse é o caminho para a destruição do Estado, “quem nega as melhores práticas administrativas não passa de um gestor simplório”, que escolhe os servidores como alvos e “faz sangrar seus direitos, suprime vantagens e corta salários”. Esses foram os primeiros passos adotados pelo atual governo, desde 2016, ao aprovar lei que congelou salários e aumentou impostos, “tudo isso na defesa do equilíbrio financeiro do Estado”, apontou a parlamentar, declarando que não só a sociedade gaúcha foi enganada, mas também o PDT que, “por um tempo, embarcou na canoa furada”.

A conta ginasial do governo, continuou da tribuna, aumento das receitas e controle das despesas, “somente foi aplicada na folha dos servidores”, enquanto “a caixa preta das isenções não foi atacada e amigos do poder seguem se beneficiando”. Ela acusou o governo de isolamento e antecipou “um não rotundo às práticas nefastas” de absorção do Estado nas mãos de poucos, afirmando que a questão é ideológica e não administrativa. Referiu a extinção de nove fundações, “vitais para a manutenção de qualquer gestão empreendedora”, ao mesmo tempo que beneficia o setor privado em R$ 9 bilhões, “a prática é a manutenção de privilégios para o setor privado e impor encargos para quem constrói o Estado”. Esta é a visão do Estado fraco, “os que transferem as funções estatais para a iniciativa privada são os mesmos que defendem a existência de empresas amigas na vida estatal”, destacou.

Destruição sem projeto

Juliana Brizola perguntou da tribuna quantas empresas privadas serão necessárias para substituir as fundações extintas e qual o seu custo, como na área de energia, reclamando que o governo não promove discussão sobre os custos dos serviços terceirizados. Ela quer saber o custo das consultorias, quantas estão em andamento e as áreas de atuação, dizendo que são serviços “comprados a peso de ouro, por valor superior ao de mercado, minorando a importância do servidor”. Também indagou sobre o valor dos cortes na folha de pagamento em caso de aprovação das medidas restritivas à carreira funcional e as garantias de que os salários voltarão à normalidade, dizendo que o governo não tem domínio destas respostas. “Não sabe”, assegurou, “como não sabem como fazer para extinguir, na prática, as fundações”, completando que o propósito é destruir o Estado sem apresentar nenhuma medida de contenção de despesas a não ser os custos de pessoal. Prova disso vem do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Tributária, o Sindifisco, que apurou economia anual de R$ 1,52 bilhões com o controle nas despesas de fornecedores de bens e serviços.

A parlamentar pedetista argumentou, ao final, que o governo utiliza a situação de crise para pressionar o Parlamento, “mantém salários parcelados para fortalecer a propagação de dificuldades e aprovar suas maldades”. E defendeu a utilização da inteligência estatal como forma de fortalecer as relações com a coletividade e através da contribuição dos sindicatos e associações das categorias funcionais para a melhoria da gestão, atualmente desprezados e considerados adversários pelo governo.

Com a sala da presidência da Assembleia lotada por servidores da Sulgás e também da CEEE, foi reinstalada, no começo da tarde desta terça-feira (28), a Frente Parlamentar pela Manutenção e Fortalecimento da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). A deputada Juliana Brizola (PDT), que presidirá a Frente, frisou que era preciso “reiniciar esta luta, que não é minha, mas de um grupo representativo da sociedade gaúcha, que não aceita a entrega do patrimônio rio-grandense”.

Disse que, assim como nos casos da CEEE e CRM, “precisávamos implementar uma frente em defesa da Sulgás”. Ao ler as inscrições em camiseta de um dos servidores presentes - “R$ 100 milhões de lucro anual não é o suficiente? Diga não à venda da Sulgás” -, a deputada trabalhista observou que “buscamos entender, na verdade, o real objetivo do governo do Estado, quando quer entregar um setor tão essencial como o energético”.

Segundo ela, a lógica posta não convence. “Qualquer país que lute por sus soberania, pelo fortalecimento do Estado-nação, não abre mão de setores tão estratégicos como a energia”, advertiu, acrescentando que a venda da Sulgás e outras companhias não resolverá o problema de caixa. No final do ano, lembrou, a gestão Sartori abriu mão de outro patrimônio: o conhecimento, citando a extinção de fundações.

“Creio que, como eu, não está claro para muitos gaúchos onde a administração do RS quer chegar. Age por ignorância? Por qual interesse?”, questionou, sublinhando a importância da mobilização. “É a única coisa que pode barrar tudo o que está posto. Porque das pessoas, da população, eles (o governo) têm medo. Se projetos, como as PECs, não voltaram ao plenário é porque o governo não tem os votos. E isso se deve à luta de vocês. Estávamos juntos na praça ao final do ano passado e, ao longo dos meus oito anos de mandato, nunca vi nada tão impactante”, contou.

Por fim, frisou a importância da frente em recomeçar, ainda com mais força, a luta de manutenção de patrimônio dos rio-grandenses. “Por certo, se este governo tivesse anunciado, na campanha eleitoral, se faria o que está fazendo, não teria sido eleito”, completou. Presentes, a deputada Miriam Marroni (PT) e Pedro Ruas (PSOL), e representações sindicais.

 

A deputada Juliana Brizola acompanhou as filmagens do filme Legalidade, realizadas no Palácio Piratini, no início do mês. Foram momentos de muita emoção vividos pela neta do líder trabalhista Leonel Brizola, que levou seu filho José Inácio Brizola, 7 anos, para conhecer o ator que interpreta o avô no longa-metragem. A cena reproduzida foi da mobilização de Leonel Brizola, juntamente com a população, para garantir a posse de João Goulart (Jango). Os figurantes, que reproduziram a cena histórica, foram convidados pela deputada e são militantes do Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Porto Alegre e região metropolitana. Foi um dia nostálgico e de muita união da militância. Estavam presentes o ator Leonardo Machado, que interpretará Leonel Brizola, Cleo Pires, que interpretará a personagem Cecília e o diretor do filme Zeca Brito.

Sinopse do filme:

Brasil, 1961. Quando Jânio Quadros renuncia à presidência do Brasil, João Goulart, o vice-presidente, torna-se o sucessor natural ao cargo. No entanto, setores da sociedade, liderados pelos militares, que dariam um golpe de estado três anos depois, clamavam por novas eleições e pelo impedimento da posse de Jango. Liderado por Leonel Brizola (Leonardo Machado), o movimento Legalidade, por sua vez, buscava concretizar a posse de Jango. Em meio à turbulência política e social, um triângulo amoroso é formado entre Cecília (Cleo Pires), Luis Carlos (Fernando Alves Pinto) e Tonho (José Henrique Ligabue).

Mariana Ramos

(51) 95487281

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