Eleição para a FAMURS 2019

O PDT QUE QUEREMOS

março de 2006.

 

Autor: Miguel Prietto

Do Movimento Autenticidade Trabalhista

 

“Nós somos ricos de história, mas a história para nós é o cimento que garante a nossa estabilidade. Dá-nos segurança para a nossa visão. Mas verdadeiramente a nossa grande preocupação é com o amanhã. É com o futuro. É com as novas gerações. É com o amanhã da nossa Pátria, da nossa Nação”. Leonel Brizola

“O Trabalhismo é assim. É um movimento que tem uma natureza humana, profundamente humana e, porque não dizer: é Cristão. É por tudo aquilo que representou a presença de Cristo na Terra e foi de tal ordem, que nossas idéias, todas, humanas por excelência, estão em nossos corações”. Leonel Brizola

Companheiros Trabalhistas do PDT

No PDT que queremos, a supremacia do poder pertence às bases e não às cúpulas. No PDT que queremos, o perfil dos dirigentes deve ser o de servir a todas as instâncias partidárias, a todos os companheiros, sem exceções.

Entretanto, para tal desiderato, mister que os interesses maiores do Trabalhismo Brasileiro e do coletivo, se sobreponham aos interesses individuais. Estes, quando reinantes, não raro, cometem o crime da falsidade e do totalitarismo contra àqueles, subjugando idéias, ações e a participação coletiva.

Aqui cabe lembrar se configura um dever de cada um de nós, que é o de combater, sem tréguas, as tentativas de prostituir a ética e a alma trabalhista.

Reconhecemos que a tarefa não é fácil. Ainda assim, é preferível o resultado não desejado a vergonha de não ter tentado. Quiçá a própria morte do que a traição ao ideário do Trabalhismo Brasileiro.

Esta é a índole do nosso pensamento.

É nosso direito, participar. Não somente nas épocas de eleições buscando votos, mas, sobretudo, em todas as épocas, em todos os momentos da vida partidária. Participar das discussões, das decisões e das atividades organizacionais e políticas.

Nós não somos súditos. Muito pelo contrario. Todos somos filhos do mesmo ventre trabalhista. Há de se eliminar os descompassos comportamentais, absurdos e injustos, arraigados na discriminação muitas vezes existente entre nós.

Asseguramos e afirmamos com total convicção, de que no Trabalhismo todos somos importantes. É preciso persuadir e estender esta convicção a todos os companheiros. E não poderia ser diferente.

Se assim não for, sinceramente, não existem razões de estarmos reunidos. Nossas relações tornar-se-ão se já não se tornaram hipócritas e desprovidas da essência do Trabalhismo Brasileiro.

Democracia e Trabalhismo estão na mesma esteira de idéias e de ações.

A arrogância, a soberba e a mórbida presunção de poder sobre os demais companheiros, são negações da Democracia. Estaremos em qualquer ambiente, menos em um ambiente trabalhista.

Na democracia representativa o representante não pode se opor às idéias dos representados. Muito pelo contrário, o representante tem o dever de defendê-las. Se não mais concordar com as idéias dos representados, tem que ter o dever ético de devolver-lhes a representação que lhe foi outorgado.

Por isso, e muito mais, não vamos dissimular a nós mesmos. Se somos trabalhistas, conseqüentemente temos à Democracia como companheira inseparável. Ela é a fonte onde buscamos a força necessária para o exercício da Cidadania e da singular e valorosa missão do Trabalhismo Brasileiro.

Urge, portanto, o exercício de um relacionamento vigoroso, respeitoso, fraterno, transparente e alicerçado no nosso histórico companheirismo, e na solidariedade humana que sempre existiu no nosso meio, principalmente da parte daqueles, cujos conceitos de humildade estão muito aquém do mínimo tolerado nas relações humanas.

Quem insistir em pensar e agir de outra maneira haverá de tomar conhecimento dessa verdade, e se retirar dos nossos quadros.

Não podemos admitir a existência de egoísmos, de individualismos e de personalismos.

A nossa participação representa a energia e a luz necessárias, para a sobrevivência da maior e da mais extraordinária herança, que recebemos dos que já passaram, que ultrapassa seus próprios criadores. Não temos o direito de renegá-la. Se somos incompetentes para mantê-la viva, jamais deveríamos tê-la recebido.

Companheiros trabalhistas. É necessário vencermos o conformismo que acorrenta o nosso presente, e participarmos.

Reza o nosso Estatuto, que o PDT assegura aos seus filiados o exercício da mais ampla Democracia interna. Que o PDT reconhece e respeita a pluralidade de idéias, sendo que todos têm o direito de expor livremente suas opiniões. Reza o nosso Estatuto, que é direito e ao mesmo tempo dever dos filiados, participarem das atividades do Partido.

A decisão é nossa e de mais ninguém.

Pelo Trabalhismo. Pelo Brasil.